
Sentimentos “redondos”
A raiva, a melancolia, a tristeza profunda, a angústia,o ódio (entre outros), são sentimentos que temos de ter a humildade de reconhecer que para os sentirmos, temos de abraçar esses sentimentos de uma forma “humana”, ou seja de uma forma afectiva, receptiva e com muita prudência.
Estes sentimentos além de serem “redondos”(ou seja, preenchem-nos na totalidade sem espaço para os outros sentimentos e emoções) são também intensos, e ao contrário de outros, alimentam-se deles mesmos e do nosso próprio sofrimento interno, fazendo com isso um ciclo de depêndencia em que a causa que provocou esse mesmo ciclo, reforça-o positivamente; alias além de o reforçar positivamente faz com que ele ganhe, cada vez mais, uma maior intensidade, isto porque quanto maior for esse sofrimento maior é a sensação de impotência do sofrente (ou seja daquele que sofre), quanto maior for esse sofrimento, menor é a capacidade de liberdade limitada que a pessoa tem; quanto maior for o sofrimento, menor é a vontade de viver e de Sêr.
Depois de perdermos alguém, emerge em nós um sentimento de raiva, de impotência, de descontrolo, de mortalidade, de tristeza profunda; e por fim, em alguns de nós o último estado de alma que fica é um vazio, um enorme vazio, um profundo e triste vazio, sem barulho, sem cores, sem cheiros, sem toques, sem ninguém.... No entanto rapidamente apercebemo-nos que esse vazio que sentimos e que tomou conta de nós, não é um vazio real, mas um vazio povoado pela nostalgia das nossas recordações internas.
Este vazio, não sendo um verdadeiro vazio, preenche intensamente o significado do nosso Ser; significado esse que deixou de ser um Ser para amar e viver, e passou a ser um Ser para relembrar e sofrer.
Ora há que romper com isto mesmo...há que gritar bem alto que estamos aqui para viver e sermos felizes, há que aproveitar o tempo que temos não para chorar o que fomos e o que tivemos, mas para vivermos o que tivermos que viver (seja isso o que for).
É muito mais fácil chorar e sofrer que viver, é mais fácil relembrar que voltar a construír, é mais fácil ficar no passado que percorrer o futuro, é mais fácil e comodo centrarmo-nos em nos mesmos que partilharmos o nosso Ser; é mais fácil sonhar que viver, é mais fácil ficar no chão depois de cair, do que levantarmo-nos novamente e tornarmos a cair; é mais facil não magoar ninguém por medo de magoarmos todos do que magoar alguém e perder a pessoa que magoamos.
E agora dizem alguns de vocês: - é fácil falar...
A raiva, a melancolia, a tristeza profunda, a angústia,o ódio (entre outros), são sentimentos que temos de ter a humildade de reconhecer que para os sentirmos, temos de abraçar esses sentimentos de uma forma “humana”, ou seja de uma forma afectiva, receptiva e com muita prudência.
Estes sentimentos além de serem “redondos”(ou seja, preenchem-nos na totalidade sem espaço para os outros sentimentos e emoções) são também intensos, e ao contrário de outros, alimentam-se deles mesmos e do nosso próprio sofrimento interno, fazendo com isso um ciclo de depêndencia em que a causa que provocou esse mesmo ciclo, reforça-o positivamente; alias além de o reforçar positivamente faz com que ele ganhe, cada vez mais, uma maior intensidade, isto porque quanto maior for esse sofrimento maior é a sensação de impotência do sofrente (ou seja daquele que sofre), quanto maior for esse sofrimento, menor é a capacidade de liberdade limitada que a pessoa tem; quanto maior for o sofrimento, menor é a vontade de viver e de Sêr.
Depois de perdermos alguém, emerge em nós um sentimento de raiva, de impotência, de descontrolo, de mortalidade, de tristeza profunda; e por fim, em alguns de nós o último estado de alma que fica é um vazio, um enorme vazio, um profundo e triste vazio, sem barulho, sem cores, sem cheiros, sem toques, sem ninguém.... No entanto rapidamente apercebemo-nos que esse vazio que sentimos e que tomou conta de nós, não é um vazio real, mas um vazio povoado pela nostalgia das nossas recordações internas.
Este vazio, não sendo um verdadeiro vazio, preenche intensamente o significado do nosso Ser; significado esse que deixou de ser um Ser para amar e viver, e passou a ser um Ser para relembrar e sofrer.
Ora há que romper com isto mesmo...há que gritar bem alto que estamos aqui para viver e sermos felizes, há que aproveitar o tempo que temos não para chorar o que fomos e o que tivemos, mas para vivermos o que tivermos que viver (seja isso o que for).
É muito mais fácil chorar e sofrer que viver, é mais fácil relembrar que voltar a construír, é mais fácil ficar no passado que percorrer o futuro, é mais fácil e comodo centrarmo-nos em nos mesmos que partilharmos o nosso Ser; é mais fácil sonhar que viver, é mais fácil ficar no chão depois de cair, do que levantarmo-nos novamente e tornarmos a cair; é mais facil não magoar ninguém por medo de magoarmos todos do que magoar alguém e perder a pessoa que magoamos.
E agora dizem alguns de vocês: - é fácil falar...
Sim é verdade, é fácil falar, o dificil é fazer, é concretizar aquilo que estou a dizer, é lutarmos cada um de nós pelo direito intrínseco de ser feliz e de ser Ser.
Sim é verdade é facil falar, o dificil é fazer...
Antes destas duas folhas que estou aqui a escrever estarem assim; antes estavam vazias; com o seu enorme manto branco existencial a sussurrarem-me ao ouvido – escreve...escreve...escreve.
Em vez de ter medo de escrever, em vez de ficar bloqueado no meu passado e no meu sofrer, em vez de desistir, em vez de ter deixado estas duas folhas em branco ; escrevi-as, partilhei-as com vocês que me estão a ler o que sinto, o que penso e sobretudo um pouco daquilo que sou.
Não se escondam nas malhas intensas do sofrimento, rompam com o ópio da dor, e da nostalgia negra .... lutem por vecês mesmos....vale sempre a pena, partilhar o que fomos, o que somos e sobretudo viver o resto do tempo que temos o melhor possível.
E como dizia o nosso querido Raul Solnado:” façam o favor de ser felizes!
E como dizia o nosso querido Raul Solnado:” façam o favor de ser felizes!