Centro de Apoio à Pessoa em Luto
sábado, 7 de março de 2009
Reportagem sobre pais em Luto
Opto hoje por deixar uma reportagem sobre Pais em luto, uma reportagem em que muitos de nós certamente nos vamos rever, mesmo que a perda não tenha sido um filho.
É importante sabermos que não estamos sozinhos na dor que sentimos e que há pessoas disponíveis para nos ajudarem nesta caminhada.
É importante pedirmos ajuda, merecemos.
Deixo o contacto duma profissional da área da psicopedagogia clínica, com formação avançada em saúde mental e com vários trabalhos publicados, para quem quiser ajuda especializada.As consultas são realizadas em âmbito de consultório privado em Lisboa (Campo Pequeno) e em Setúbal (Clínica da Família).
Para mais informações contactar Drª Ana Cardoso: 916286042
quarta-feira, 4 de março de 2009
Para pensar....
sábado, 28 de fevereiro de 2009
Formações na área do luto

Ficha de inscrição: http://www.amara.pt/amara/ligacoes/servicos/Fi.doc
Formação sobre Saúde Mental
Intervenção psicoeducativa em familiares de pessoas com psicose
Dados do Curso
Tipo:
Formação Contínua
Público-Alvo
Público em geral, Estudantes e Profissionais de saúde, que trabalhem ou que estejam interessados em aprofundar os seus conhecimentos na área da saúde mental, mais especificamente sobre as intervenções psicoeducativas dirigidas a familiares de pessoas com psicose.
Funcionamento:
22 de Abril: das 10h00 às 13H00 e das 14h00 às 17H0029 de Abril: das 10h00 às 13H00 e das 14h00 às 17H00
6 de Maio: das 10h00 às 13H00 e das 14h00 às 17H00
13 de Maio: das 10h00 às 13H00 e das 14h00 às 17H00
20 de Maio das 10h00 às 13H00 e das 14h00 às 17H00
27 de Maio: das 10h00 às 12H00 (Avaliação)
Nº Vagas:
20
Propina:
120 euros
http://www.nufor.uevora.pt/cursos/ver/95
domingo, 22 de fevereiro de 2009
Hoje é Domingo
Vários patamares de gostares assaltam-me nesta hora este grupo de partículas aglomeradas no todo do meu cérebro. Que perfeição esta, esta bomba biológica! A desordem faz parte também…temos de apreende-la para, em peças de puzzle, criarmos a nossa ordem orientadora e possuidora de sentido.Não existem protótipos relacionais, não existem fórmulas mágicas nem tão pouco perfeições relacionais. No fundo, o grande problema, desconheço se será mesmo um problema ou um desconforto, será quando assistimos ao saber que podemos perder as pessoas de quem depositamos o nosso gostar.
Antecipamos a perda, para sabermos encarar-lhe num futuro ténue, mesmo sabendo que nunca saberemos fazê-lo. Antecipamos e antecipamos. Vivemos num aqui meio acolá que é preciso ter consciência para desfraldarmos o devir inevitável para o perene.
Aos poucos, no avançar dos dias, vou me deparando com este nosso lado que, apesar de tudo, nos faz saborear os momentos.
A felicidade é isso mesmo, pelo menos para mim o é, … momentos mais ou menos breves que passamos a querer reproduzir, ou, pelo menos, voltar a sentir o que sentimos num tal momento significativo, sentir a intensidade do que sentimos.
Yalom, I. (2006) in A cura de Schopenhauer
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Sobreviver é uma arte
Hoje tenho um vídeo que me acompanha há anos. Sempre que algo corre mal, sempre que acho que já nada vale a pena, venho revê-lo. E acreditem que vale a pena. É uma nova energia.
Hoje não quero falar de morte, de luto de tristeza. Falamos disso todos os dias… É tempo de levantar o queixo e olhar para o horizonte. Sorrir por mais doloroso que isso seja. Não estamos sozinhos.
Depois de ver este vídeo mais uma vez, penso que, nunca damos valor à nossa juventude, queremos sempre ultrapassar alguma barreira inexistente que nos tira o sono…
Todos os dias nos preocupamos em preparar o amanhã, e não vivemos o hoje…
Amanhã desafiarei a minha própria lógica, gozarei com o meu próprio medo.
A seguir a este filme relaxaremos 10 minutos, até nos voltarmos a recordar da confusão em que tudo está e ficar com um sentimento frustrante de cansaço sem razão.
Por vezes ganha-se por vezes perde-se, mas é importante recordar aquilo que ganhamos com o que perdemos.
Eu nunca esqueço os insultos, mas nunca me lembro dos elogios.
Às vezes parece que o sucesso se escapa por entre os dedos, mas como alguém sabiamente me costuma dizer, o que nos pertence, a nós acaba sempre por vir.
As revistas de beleza são de facto um atentado à nossa auto-estima.
Nunca entendo os meus pais, por mais que as nossas idades se aproximem. Raramente lhes digo que os adoro.
Estou rodeada de gente, e tenho 5 amigos para a eternidade.
Os conselhos são a forma de corrigir o passado.
Nada trará de volta o tempo que perdemos em coisas sem utilidade.
E cada dia que passa é menos um Amanhã.
Sobreviver é uma arte.
sábado, 14 de fevereiro de 2009
(In)finitudes
Há coisas infinitas que duram no tempo finito...Pouco a pouco, agora é tempo da dolorosa adaptação aos dias sem o tal outro querido, aos tais dias cinzentos. Pouco a pouco, agora é tempo de conferir um significado para a perda (Como cresci com ele/a? O que ganhei com ele/a? O que aprendi com ele/a? O que quero ser agora sem ele/a? O que não quero ser depois de tudo o que ele/a me ensinou? Quero eu ser feliz? Deixarei-me ser feliz?....).
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
O Luto

- Ansiedade, como medo, impotência, medo de perder a sanidade, de morrer, ou sobreviver sem o morto, medo do isolamento, de não saber lidar com a situação financeira, ou de se achar sobrecarregado com as responsabilidades que o morto deixou.
- Sentimentos de culpa são percebidos pelas auto-acusações sobre coisas não resolvidas em vida e que estão directamente relacionadas com o morto, como Ter podido fazer algo para que a morte fosse evitada, ou que pudesse trata-lo de modo mais terno enquanto estava vivo.
- Raiva e hostilidade se mostram através de irritabilidade com o familiar, no tratamento com os filhos, com o destino, com o morto que " abandonou", com os profissionais de saúde e com tudo que lembre a angústia da separação.
- Falta de prazer com a comida, lazer, encontros sociais, trabalho e filhos, como se nada mais tivesse importância ou brilho na vida após esta perda.
- A solidão é expressada em isolamento voluntário, ou mesmo na presença de outras pessoas. É o vazio do desinvestimento do vínculo, do abraço do nada.
- Agitação que se expressa por tensão, inquietação, hiperactividade que impede de terminar uma tarefa e estimula outra, que logo será substituída por outra, também inacabada. Ou seja, viver procurando o morto em outros vivos, sabendo que não encontrará.
- Fadiga, que pode estar intercalada com agitação. A fala fica lenta, vaga e demonstra olhar vazio e triste.
- Choro, com os olhos a lacrimejar, voz embargada e o rosto marcado pela dor.
- Comportamentos de auto-reprovação, baixa-estima, sensação de inadequação, frustração e que nada tem valor sem o morto.
- Sentimentos de desamparo, e até mesmo ideias suicidas.
- Desconfiança face a novos relacionamentos e amizades, evitando-se contactos, aumentando a solidão.
- Mecanismos de defesas muitas vezes são accionados para que o morto seja louvado e idealizado, não se comentando mais nada que possa macular a imagem fantasiosa que se constrói do morto, tornando-o herói.
- Lentidão de pensamento e dificuldade de concentração.
- Perda do apetite ou compulsão a comida que poderão alterar mudanças no peso.
- Insónia ou excesso de sono, que surgem como fuga da realidade dolorosa.
- Dores de cabeça, tensão nas costas e ombros, náuseas, vómitos, boca amarga e seca, prisão de ventre, azia, gastrite, flatulência, respiração curta e ofegante, força muscular diminuída, taquicardia, tremores e queda de cabelo , entre outros sintomas.
- Pode acontecer abusos de tranquilizantes, bebidas alcoólicas ou mesmo cigarro como fuga da realidade.
- Infecções por queda imunológica, desinteresse pelo cuidado com a própria saúde.
Pierre, C. (s.d.). Sintomatologia do Luto. Obtido em 10 de 02 de 2009, de http://www.claricepierre.psc.br/artigos8.htm
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
A Capelo de Lisboa está a organizar um workshop sob o tema:
Horário09h30 às 18h30
Local: Lisboa (em local a combinar)
Inscrições:
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Dias de sol em dias de chuva!
Creio que o ser humano é similar à metereologia....uns dias está de sol, ameno... e noutro, a oscilação já se constata na existência de um sol a par com um esfriamento global que nos faz mobilizar para a utilização de agasalhos que também urgem em serem utilizados em dias de chuva, de vento, dias de neve...Somos meio inconstantes na nossa constância precisa, inconstantes com o sofrimento que ora se absolutiza em formas não passiveis de serem explicadas, ora numa amenização que desejamos manter. "Dias de sol", esses, são os mais apeteciveis mas também os mais rápidos a desaparecerem num horizonte intocável, ao que parece. Esses, também eu, como todos, desejava poder fazer emergir quando os dias cinzentos parecem intermináveis.
A metáfora pretendida parece ser simples. Dias de sol, dias de chuva, dias com vento, com frio, são todos, sem excepção, dias que não podemos fazer desaparecer ... dias que são necessários, não havendo nenhum que seja mais ou menos importante que outro. Se existisse apenas um estado metereológico, certamente que os danos seriam catastróficos e certamente que não dariamos tanto valor aos tais dias de sol, se o estado metereológico "chuva" de quando em quando não existisse.
A nossa alegria assim como a nossa tristeza, parecem pois funcionar como estes estados metereológicos, que ora vêm e se agudizam ora se trasnformam.
A questão é que, mesmo assim, podemos ser felizes em "dias de chuva", podemos voltar a amar em "dias de vento", podemos ir a concertos (!) em "dias de frio", podemos ir àquela festa que até gostávamos de ir, com aqueles amigos que já não vemos à tanto, em "dias de neve".... porque não?! Não temos, por aquela pessoa querida ter partido, que provar o nosso sofrimento a nada nem a ninguém. Esse sofrimento está cá dentro, bem no fundo e guardado, a ser elaborado...nós sabemos!! Não deixamos de amar quem partiu por isso. As provas sérias, são aquelas que se fazem com o coração e séria também é a questão de sermos aquilo que nós queremos ser! Muita gente passa a (sobre)viver como se tivesse a pagar por um castigo e o simples facto de rir e 'estar bem' pode trazer uma grande culpabilidade, mas Hoje é o dia de não recuar, de não nos auto castigarmos...é o dia de enviar a tal mensagem àquela pessoa e dizer..."vem comigo...vamos tentar criar um possivél sol"!
Mas está a chover!!
.... - E depois?!
Até sempre.
André Viegas